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Backlinks: o que são, por que importam e quais evitar

· 5 min de leitura

Backlink é um link de outro site apontando para o seu. Ele importa porque o Google usa links para descobrir páginas e como um dos sinais de que um conteúdo é útil e confiável: um link de um site respeitado do seu assunto funciona como uma recomendação. Mas quantidade não é o que conta, e link comprado para manipular o ranqueamento vai contra as regras do Google.

Os backlinks bons vêm de relações reais: fornecedores, parceiros, associações, imprensa e conteúdo que outras pessoas querem citar. Os que você deve evitar são os pacotes de "mil backlinks", as redes de blogs criadas só para linkar, a troca de links em massa, o comentário com link e qualquer link pago que não esteja marcado como patrocinado.

  • Para descobrir páginas. O robô do Google anda de link em link. Uma página que ninguém linka demora mais a ser achada.
  • Como sinal de importância. Um link de uma página relevante e confiável pesa mais que muitos links de páginas sem relação.
  • Para entender o assunto. O texto do link (a âncora) ajuda a explicar do que trata a página de destino.

Nem todo link é recomendação. Os atributos rel="nofollow", rel="sponsored" (para link pago) e rel="ugc" (para conteúdo de usuário, como comentários) avisam ao Google que aquele link não é um voto editorial. O Google trata esses atributos como indicação, mas o princípio é claro: link pago precisa estar marcado.

Links são um sinal entre muitos. Um site com conteúdo que responde bem às buscas, rápido e bem organizado, pode ir bem com poucos backlinks, principalmente em buscas locais e específicas. O básico de como aparecer no Google vem antes.

Vale mais Vale menos
Site do mesmo assunto ou da mesma região Site sem relação com o seu
Link colocado por alguém que quis recomendar Link criado em massa ou por programa
No meio de um texto sobre o assunto Rodapé ou lista com centenas de links
Site que tem leitores de verdade Site criado só para distribuir links
Link que as pessoas clicam Link que ninguém vê

A última linha é a que muita gente esquece. Um link que traz visitante interessado vale a pena mesmo sem efeito nenhum no Google.

  1. Fornecedores e fabricantes. Muitas marcas têm página de "onde comprar" ou de revendedores. Peça para entrar.
  2. Parceiros. A marca com quem você faz kit, o profissional que indica você. Uma parceria entre marcas pequenas costuma incluir um link de cada lado, de forma natural.
  3. Associações e entidades. Associação comercial, sindicato do setor, grupo de empreendedores do bairro. Muitos listam associados com link.
  4. Imprensa local e do setor. Uma história real (inauguração, projeto com a comunidade, dado curioso do seu negócio) pode virar matéria, e matéria online costuma ter link.
  5. Conteúdo que merece ser citado. Um guia completo, uma tabela de medidas, uma calculadora simples, números reais do seu próprio negócio. É o tipo de página que blogs e fóruns linkam quando alguém pergunta.
  6. Guias e diretórios que as pessoas usam de verdade. Guia da cidade, diretório do setor, lista de fornecedores de uma associação. Para negócio de bairro, isso também ajuda no SEO local.
  7. Menções sem link. Busque o nome da sua marca no Google. Se alguém citou você sem link, mande uma mensagem educada agradecendo e pedindo o link.
  8. Participar como fonte ou convidado. Entrevista, podcast, texto convidado num blog do seu setor. Um de cada vez, com conteúdo de verdade, não em série.

As regras de spam do Google tratam como manipulação, entre outras coisas:

  • Comprar ou vender links que passam autoridade, seja com dinheiro, produto ou serviço em troca.
  • Troca de links em excesso, o famoso "linka o meu que eu linko o seu" feito em série.
  • Campanhas de artigo convidado em grande escala com âncora recheada de palavra-chave.
  • Programas que criam links automaticamente.
  • Links em rodapé ou em temas e widgets distribuídos para muitos sites.
  • Comentários em blogs e fóruns com link otimizado na assinatura.

Na prática, desconfie de: pacote de "1.000 backlinks por R$ 50", "rede de blogs com autoridade", "post patrocinado com link dofollow garantido". O resultado mais comum é o Google simplesmente ignorar esses links, e você perde o dinheiro. No caso mais sério, pode haver uma ação manual contra o site, que aparece no Search Console.

E pagar para aparecer, pode?

Pode. Pagar por exposição é publicidade normal: anúncio, patrocínio de evento, diretório pago, ranking pago. A regra é o link vir marcado como patrocinado (rel="sponsored") ou nofollow. Assim o Google entende que é publicidade e não conta como recomendação. O valor está nos cliques e em quem vê, não no SEO.

O Biscoiteiro é um exemplo desse tipo: um ranking público em que a posição é o valor pago, com todo link marcado como rel="sponsored". Não passa autoridade de SEO; serve para ser visto e clicado por quem acompanha o ranking. A página de como funciona explica as regras. Desconfie de qualquer serviço pago que prometa o contrário, porque link pago que passa autoridade é justamente o que as regras condenam.

Patrocínio de evento local segue a mesma lógica: se o site do evento lista você com link patrocinado, está certo. O ganho é a exposição para o público da cidade.

Como ver quem linka para você

No Search Console, o relatório de links mostra os sites externos que mais linkam para você, as páginas mais linkadas e os textos âncora mais usados. Se você ainda não usa a ferramenta, veja o guia de Search Console para iniciantes.

Vai aparecer link estranho de site que você nunca viu. É comum, e o Google costuma ignorar esse tipo de link por conta própria. A ferramenta de rejeição de links (disavow) é para casos específicos: quando você comprou links no passado ou recebeu uma ação manual por links artificiais. Usar sem necessidade pode atrapalhar mais que ajudar.

Resumo rápido

  • Backlink é um link de outro site para o seu; o Google usa links para descobrir páginas e como um dos sinais de confiança.
  • Um link relevante, colocado por quem quis recomendar, vale mais que centenas de links sem relação.
  • Os bons vêm de fornecedores, parceiros, associações, imprensa e conteúdo que merece citação.
  • Evite comprar links que passam autoridade, troca em massa, comentários com link e pacotes de "mil backlinks".
  • Publicidade paga é legítima quando o link vem marcado como rel="sponsored"; o valor está nos cliques, não no SEO.